
Há 42 dias deixei São Paulo rumo ao Japão. Escrevo estas linhas ainda a bordo, navegando pelo Oceano Pacífico em uma travessia de sete dias entre o norte do Japão e o Alasca.
Foram dias de rara presença: sem agenda imposta, sem urgências fabricadas, com o oceano como único horizonte e tempo para pensar, registrar e preparar o que compartilho agora.
Descobri, ao longo da vida, que algumas das minhas lições mais importantes nasceram dos deslocamentos. Viajar sempre foi, para mim, uma forma de estudar — e de aprender o que os livros não ensinam.
Nos próximos dias, publicarei uma série de textos com o que essa jornada me ensinou — a partir deste “porto” de partida, conversaremos em três editorias. Em Toposofando, sigo o rastro do que os territórios ensinam: cada texto parte de um conceito japonês e chega até nós. Em Aos 60, escrevo sobre o que só a maturidade revela: o tempo, os recomeços, os vínculos. Em Cultura de Governança, minha grande paixão profissional, há espaço para liderança, convivência e as culturas que construímos juntos.
São territórios diferentes, que partem da mesma pergunta: como pessoas, organizações e sociedades aprendem, mudam e evoluem?
Seja bem-vinda, bem-vindo a esta jornada.



