
Meu fascínio pelo universo da comunicação ganhou uma nova dimensão quando entendi profundamente uma teoria: comunicação é sinônimo de comportamento.
É uma ideia que muda tudo. Ela nos tira do lugar confortável de achar que nos comunicamos apenas com o que escrevemos ou dizemos. A comunicação é muito mais.
Pense comigo: quem aqui já não passou mal por causa de um olhar? Quem nunca sentiu o peso de um silêncio ensurdecedor em uma sala de reunião? O não-dito, muitas vezes, comunica com uma força que palavra nenhuma consegue alcançar.
Há um motivo para isso. O filósofo americano Ralph Waldo Emerson tem uma frase que considero maravilhosa e que resume essa verdade: “Suas atitudes falam tão alto que eu não consigo ouvir o que você me diz.”
Isso nos leva diretamente ao conflito do “parecer e ser”. Na comunicação, a força mais poderosa, a que realmente nos conecta ou nos repele, é a intenção.
Todos nós já vivemos isso. Já vimos líderes, gestores e até colegas com oratórias perfeitas, falando tudo “direitinho”, mas algo nos incomoda. Sentimos intuitivamente que “não soa bem”. Mesmo sem conhecer a pessoa, algo nos diz para não confiar.
Isso acontece porque não processamos a comunicação de forma linear. Como costumo dizer: nós ouvimos com os ouvidos, mas escutamos com o cérebro.
Nosso cérebro é uma máquina sofisticada de decodificar intenções. Ele é brilhante em perceber a incoerência entre o que é dito e o que é demonstrado pelo comportamento.
No final do dia, a comunicação mais eficaz não é sobre o quão eloquentes são nossas palavras, mas sobre o quão alinhadas nossas atitudes estão com elas. A verdadeira confiança nasce dessa harmonia.
E você, tem prestado atenção no que suas atitudes estão comunicando ao seu redor?



